O ANJO DE PEDRA
Tinha os olhos abertos mas não via.
O corpo era todo saudade
De alguém que o modelara e não sabia
Que o tocara de maio e claridade.
Parava o seu gesto onde pára tudo:
No limiar das coisas por saber
- e ficara surdo e cego e mudo
Para que tudo fosse grave no seu ser
In “As Mãos e os Frutos”
Editora Limiar – 9.ª Edição – 1980
Eugénio de Andrade **
(1923 - 2005)
** Pseudónimo de José Fontinhas
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