PORTUCALE
Junto do rio, o burgo amuralhado
contempla as aguas com profundo gozo,
– torres christãs, românico portado,
e o castro ao cimo, rude e pedregoso.
Um coração que bata compassado
lembra, batendo, o velho burgo ancioso.
E o burgo oscila como que embarcado
– oscila sobre as aguas em repouso.
Chamou-se Portucale o burgo antigo.
À flor das ondas, a scismar consigo,
é terra ainda e já pertence ao mar...
Nasceu depois um reino pequenino.
E porque herdou do burgo o seu destino,
tomou-lhe o nome, ao ir-se baptizar!
In “Contemporanea”
Ano I – Volume II – Nº.6 - Ano 1922
Pág. 134
(Mantém a grafia original)
António Sardinha
(1887-1925)
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