O VELHINHO
A J. Cesar Machado
Aquele que ali vai triste e cansado
E mais tremente que os juncais do brejo.
Foi outrora o mais belo e o mais amado
Entre os moços do antigo lugarejo.
Nas fitas desse lábio desmaiado
Quantas mulheres trémulas de pejo
Não sorveram os néctares do beijo
Dos trigais sobre o leito perfumado!
Hoje é velhinho, e fala dos franceses
Aos rapazes da escola, e às raparigas
Que não cansam de ouvi-lo... As mais das vezes
Sobre a ponte, sozinho, ouve as cantigas
Das que lavam no rio, e o olhar estende
Ao sol que ao longe na agonia esplende.
In “Nocturnos”
António Crespo
(1846-1883)
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