Segunda-feira, 25 de Novembro de 2013

Recordando... José Agostinho Baptista

TEMPO

 

Não sei se te nomeie ou nomeie o vento,
isto que passa
e procura os outros lugares onde o pólen cai.
Talvez uma colmeia confie ao seu mel o que
ficou de um ano
em que a tempestade não se fez ouvir sobre
as corolas.
O que viste antes de setembro perdeu-se,
apagou-se,
afastou-se sem dizer nada,
como os barcos que pouco a pouco se
afastaram da nossa vida,
calados e brancos,
com as suas gaivotas de asas fechadas,
envelhecendo lado a lado, sobre o convés.

In “Agora e na Hora da Nossa Morte”
Assírio & Alvim

 

José Agostinho Baptista
N. 1948

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Segunda-feira, 12 de Maio de 2008

Recordando... Poetas naturais do Porto (Portugal)... José Gomes Ferreira

NESSE TEMPO PARA MIM

 

Nesse tempo para mim

amar era trazer uma fogueira

onde colava um rosto de mulher

ou a forma de um jasmim.

 

De vez em quando vestia-lhe um fantasma novo

ou outro sonho qualquer,

ás vezes bastava mudar-lhe o nome

pronunciado com a saliva das manhãs rumorosas

de quem tem sede

 

não de uma fonte especial,

mas apenas do orvalho

que o Sol ao nascer

modela no perfume-seda

das rosas.

 

 

In “Poeta Militante”

Publicações D. Quixote

 

José Gomes Ferreira

1900 – 1985

 

sinto-me: Radiante Sempre...
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Segunda-feira, 28 de Maio de 2007

Recordando... Sophia de Mello Breyner

ESTE É O TEMPO

 

Este é o tempo

Este é o tempo

Da selva mais obscura

 

Até o ar azul se tornou grades

E a luz do sol se tornou impura

 

Esta é a noite

Densa de chacais

Pesada de amargura

 

Este é o tempo em que os homens renunciam.

 

 

 

Sophia de Mello Breyner

1919 – 2004

In Mar Novo (1958)

 

 

 

 

 

sinto-me: Radiante sempre...
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Quarta-feira, 18 de Abril de 2007

Recordando...

          O TEMPO

 

 

 

 

 

       

Homens, ouvi-me! Eu chamo-me o Presente.

Sou como a grão de trigo; se no mundo

me semeais no Bem, nasço e fecundo

a Eternidade de que sou semente.

 

 

 

Mas se me esperdiçais incautamente

em frívolas acções, sou infecundo;

caio no vácuo, vou parar ao fundo

da vida estéril que perturba a mente.

 

 

 

Maldito o homem que me arroja adrede

nos desertos do Mal! Ó loucos crede

que a Justiça não tarda, e que anoitece...

 

 

 

Some-se o Tempo. O que o homem faz não passa:

nas mãos de Deus, por bem ou por desgraça,

eternamente imóvel permanece.

 

 

 

 

 

 

 

 

(In Livro "do HOMEM e da TERRA")

1932 - Edições "Brotéria" - Lisboa

Serafim Leite

1880 - 1969

 

 

 

 

sinto-me: Radiante sempre...
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